Starlink recebe aval da Anatel e internet via satélite direto no celular fica mais próxima no Brasil
16/07/2026 às 18:32 Descalvado/SP
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deu mais um passo para viabilizar a chegada da tecnologia Direct-to-Device (D2D) no Brasil, permitindo que satélites de baixa órbita possam se comunicar diretamente com celulares compatíveis, mesmo em locais sem cobertura das antenas tradicionais.
A mudança regulatória abre caminho para que empresas como a Starlink, da SpaceX, ampliem seus serviços no país, oferecendo conectividade via satélite diretamente aos smartphones. A tecnologia promete beneficiar principalmente moradores de áreas rurais, regiões remotas e locais onde o sinal das operadoras é limitado ou inexistente.
Como vai funcionar?
O sistema permitirá que celulares com tecnologia 4G LTE compatível se conectem automaticamente aos satélites quando estiverem fora da área de cobertura das torres convencionais. Na prática, a conexão via satélite funcionará como um complemento da rede terrestre, garantindo comunicação em locais isolados.
No entanto, antes de entrar em operação, a Starlink ainda precisará firmar parcerias com operadoras brasileiras, como Vivo, TIM e Claro, para disponibilizar o serviço aos usuários.
Concorrência também se movimenta
Além da Starlink, outras empresas do setor espacial demonstram interesse no mercado brasileiro. A AST SpaceMobile já protocolou pedido junto à Anatel para operar com a mesma tecnologia, enquanto a Amazon, por meio do projeto Kuiper, também avança na implantação de sua constelação de satélites de baixa órbita.
Starlink lidera o mercado
Atualmente, a Starlink é a maior operadora mundial de internet por satélites de baixa órbita, com cerca de 10 mil satélites em operação e mais de 10 milhões de assinantes em todo o mundo. O Brasil já representa uma parcela importante dessa base de clientes e pode se tornar um dos primeiros mercados a receber a nova modalidade de conexão direta entre satélite e celular.
A expectativa é que, após a conclusão das etapas regulatórias e das parcerias com as operadoras, a tecnologia comece a ser disponibilizada gradualmente aos consumidores brasileiros, ampliando o acesso à conectividade em todo o território nacional.
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